Marketing Digital

Instagram amplia anúncios em lives e prepara novas ferramentas para marcas e criadores

Instagram amplia anúncios em lives, Business Agents, posts marcados no grid e novos recursos de IA e edição para marcas e criadores.

O Instagram prepara uma nova etapa de integração entre conteúdo, publicidade, inteligência artificial e atendimento ao cliente. Entre as atualizações anunciadas em setembro de 2026, a mais relevante para marcas é a ampliação dos anúncios em transmissões ao vivo, prevista para começar em 29 de setembro.

O novo formato permitirá que empresas impulsionem lives realizadas por criadores como anúncios de parceria. A transmissão poderá alcançar pessoas que não seguem o influenciador, ampliando a distribuição do conteúdo durante o período em que ele estiver ao vivo.

A Meta também está levando seus Business Agents para o Instagram. Os agentes usam inteligência artificial para responder clientes, recomendar produtos, oferecer suporte e auxiliar na conclusão de vendas. Segundo Mark Zuckerberg, mais de um milhão de empresas já utilizam esses sistemas semanalmente no WhatsApp e no Messenger.

Outras mudanças atingem a organização dos perfis e o trabalho de criação. Usuários começaram a receber a possibilidade de colocar no grid principal publicações de terceiros em que foram marcados. O aplicativo Edits testa uma busca de músicas organizada por clima e um editor de carrosséis para iPhone. O Instagram também mudou a identificação de perfis que simulam pessoas criadas por inteligência artificial.

As novidades apontam para uma plataforma na qual o conteúdo de criadores poderá ser convertido em mídia paga com mais facilidade, enquanto parte do atendimento e da produção será realizada com auxílio de sistemas automatizados.

Instagram terá anúncios em transmissões ao vivo

A partir de 29 de setembro, a Meta pretende ampliar para o Instagram seu formato de anúncios em vídeos ao vivo. O recurso já estava presente no Facebook e passa a criar uma nova alternativa para campanhas com influenciadores.

A proposta é permitir que uma marca impulsione a transmissão de um criador como anúncio de parceria. Em vez de depender apenas dos seguidores do influenciador ou da distribuição orgânica da live, a empresa poderá investir para levar aquele conteúdo a outros públicos.

O anúncio poderá aparecer em espaços como Feed, Stories e Reels, conduzindo o usuário para a transmissão que estiver acontecendo naquele momento. A disponibilidade poderá variar de acordo com conta, mercado, elegibilidade e integrações liberadas pela Meta.

A atualização foi relacionada à estreia do Creator Marketing Hub, ambiente que reúne descoberta de criadores, comunicação, gestão de permissões e criação de anúncios de parceria. A expansão das lives patrocinadas para o Instagram está prevista para 29 de setembro.

Para marcas, o formato combina influência, mídia paga e interação em tempo real. Uma demonstração de produto, entrevista, lançamento ou sessão de perguntas poderá ser amplificada enquanto acontece.

A mudança também altera o planejamento de campanhas com influenciadores. Até agora, muitas marcas esperavam a transmissão terminar para transformar trechos da live em Reels, Stories ou anúncios convencionais. Com a nova opção, a distribuição paga poderá ocorrer durante a própria apresentação.

Isso pode ser útil em campanhas com tempo limitado, lançamentos, eventos, vendas especiais e ações que dependem da participação do público. A live deixa de funcionar apenas como conteúdo para seguidores e passa a ocupar uma posição dentro da estratégia de anúncios.

https://estudio02.com/
https://estudio02.com/

Instagram amplia anúncios em lives . O que muda nas campanhas com influenciadores

As marcas precisarão organizar antecipadamente as permissões necessárias para transformar a transmissão em anúncio de parceria. O simples fato de patrocinar um influenciador não significa que a empresa terá acesso automático ao conteúdo dele para fins publicitários.

O contrato deve estabelecer se a live poderá ser impulsionada, durante quanto tempo a autorização será válida e quais trechos poderão ser reutilizados depois. Também é importante definir responsabilidades sobre falas, afirmações comerciais, demonstrações e respostas dadas ao público.

Uma transmissão ao vivo oferece menos controle do que um vídeo gravado. O influenciador pode cometer erros, mencionar concorrentes, responder a comentários imprevistos ou apresentar informações incompatíveis com a comunicação oficial da empresa.

Por isso, o planejamento deve incluir pauta, treinamento, regras de moderação, perguntas previstas e um procedimento para encerrar a transmissão se ocorrer algum problema relevante.

Outro ponto é a escolha do criador. O número de seguidores não deve ser o único critério. Uma pessoa pode ter uma audiência numerosa e não possuir experiência com apresentações ao vivo, demonstrações de produtos ou conversas de venda.

Para o novo formato, a capacidade de manter o público interessado, explicar benefícios com clareza e responder dúvidas pode ser mais importante do que o alcance orgânico isolado.

A marca também precisa decidir qual objetivo deseja alcançar. Uma live pode ser usada para reconhecimento, geração de interesse, captação de contatos ou vendas. Cada finalidade exige uma apresentação, uma página de destino e uma forma de avaliação diferentes.

Como analisar o resultado de uma live patrocinada

O desempenho não deve ser medido apenas pela quantidade de pessoas que entraram na transmissão. Uma visualização rápida não possui o mesmo valor de uma permanência prolongada, uma pergunta, um clique ou uma compra.

As marcas devem observar o tempo médio assistido, a retenção, os comentários, os compartilhamentos, os acessos ao perfil, os cliques e as conversões associadas à ação. Também é necessário separar os resultados orgânicos daqueles gerados pelo investimento em mídia.

O custo por pessoa alcançada ajuda a avaliar a distribuição, mas não responde sozinho se a campanha gerou impacto comercial. Uma empresa pode obter visualizações baratas e, ainda assim, não conquistar vendas ou contatos qualificados.

Quando o objetivo for venda, a análise deve considerar o custo de aquisição, a receita atribuída, o retorno sobre o investimento publicitário e a margem dos produtos vendidos.

Também será importante comparar a live impulsionada com outros formatos utilizados na mesma campanha. Um Reel pode gerar mais visualizações, enquanto a transmissão apresenta maior capacidade de responder objeções e levar o público a uma decisão.

A Meta deverá fornecer dados sobre distribuição e desempenho dentro das ferramentas de anúncios. Ainda assim, as empresas precisam manter sistemas próprios de acompanhamento, como links específicos, páginas exclusivas, códigos promocionais e eventos de conversão.

Business Agents chegam ao Instagram

Outra mudança importante é a expansão dos Meta Business Agents. Esses agentes utilizam inteligência artificial para conversar com consumidores, responder perguntas, recomendar produtos e auxiliar no atendimento.

Em julho, durante a apresentação dos resultados do segundo trimestre de 2026, Mark Zuckerberg afirmou que os Business Agents haviam sido disponibilizados globalmente no WhatsApp e no Messenger. Segundo ele, mais de um milhão de empresas já usavam a ferramenta semanalmente para conversar com clientes ou concluir vendas.

O executivo informou ainda que a Meta estava iniciando a expansão desses agentes para o Instagram.

A chegada ao Instagram é relevante porque a rede já concentra etapas importantes da relação entre marcas e consumidores. O usuário descobre um produto em um Reel, visita o perfil, consulta comentários e envia uma mensagem direta para esclarecer dúvidas.

Com um agente automatizado, a empresa poderá responder fora do horário comercial, oferecer informações básicas e encaminhar o consumidor para uma compra sem depender de um funcionário disponível naquele momento.

A automação também pode reduzir o volume de perguntas repetitivas. Informações sobre preço, tamanho, entrega, formas de pagamento, agendamento e disponibilidade poderão ser tratadas pelo sistema.

A proposta da Meta vai além de respostas automáticas tradicionais. Zuckerberg afirmou que os agentes poderão resumir conversas, identificar as solicitações mais frequentes e mostrar aos gestores o que os clientes estão pedindo.

A empresa também pretende desenvolver sugestões de crescimento, informações sobre concorrência e dados em tempo real sobre o desempenho das conversas. A visão apresentada pela Meta é transformar o agente em uma camada de operação para pequenos e grandes negócios.

Atendimento automatizado ainda exige supervisão

A chegada dos Business Agents ao Instagram não elimina a necessidade de atendimento humano. Sistemas automatizados podem interpretar uma pergunta de maneira incorreta, fornecer uma resposta incompleta ou prometer algo que a empresa não consegue cumprir.

Marcas que adotarem a ferramenta devem definir quais temas poderão ser resolvidos pela inteligência artificial e quais situações precisarão de encaminhamento para uma pessoa.

Reclamações, pedidos de reembolso, problemas de pagamento e conflitos com consumidores exigem atenção especial. Uma resposta inadequada nesses momentos pode transformar um problema individual em uma crise pública.

A empresa também precisa acompanhar a linguagem utilizada pelo agente. A automação deve respeitar o posicionamento da marca e evitar respostas excessivamente genéricas, insistentes ou incompatíveis com o perfil do cliente.

Outro cuidado envolve dados pessoais. Conversas no Instagram podem conter informações de contato, pedidos, endereços e preferências. As marcas devem entender como esses dados são processados e manter procedimentos compatíveis com a legislação de proteção de dados.

O agente pode assumir parte do volume operacional, mas a responsabilidade pela informação continua sendo da empresa.

Posts marcados podem aparecer no grid principal

Em 10 de setembro, Adam Mosseri anunciou uma função que permite adicionar ao grid principal os posts em que o usuário foi marcado.

A aba de marcações continua disponível. A diferença é que determinadas publicações poderão ser exibidas diretamente entre os conteúdos do perfil, como parte da vitrine principal da conta.

A inclusão pode ser feita pela notificação recebida por mensagem direta, pelo menu da publicação ou pela própria aba de marcações. O post pode ser retirado do grid posteriormente, sem apagar o conteúdo original.

O recurso começou a ser distribuído em 10 de setembro, mas pode não estar disponível imediatamente para todas as contas ou regiões. A função é destinada ao aplicativo e não funciona em computadores, segundo as informações disponíveis.

Para marcas, a novidade cria uma forma de destacar conteúdo de consumidores, parceiros e influenciadores sem publicar novamente o mesmo material.

Uma empresa poderá colocar no grid uma avaliação, uma demonstração ou uma campanha produzida por outra conta. Isso aproxima o perfil de um portfólio colaborativo.

A principal limitação está nas configurações de privacidade. Quando o autor original possui uma conta pública, o post pode ser visto pelas pessoas que acessam o perfil da marca.

Se a publicação vier de uma conta privada, somente usuários que seguem o perfil original e também a conta que adicionou o conteúdo poderão visualizá-la.

Na prática, o recurso funciona melhor em parcerias com criadores de contas públicas. Para conteúdo produzido por clientes com perfis privados, o alcance será limitado e a publicação poderá deixar espaços pouco úteis no grid.

O perfil passa a funcionar como vitrine colaborativa

A possibilidade de adicionar posts marcados ao grid amplia o controle sobre a apresentação do perfil. Marcas poderão misturar conteúdo próprio, avaliações de consumidores, colaborações e publicações de influenciadores.

Isso reduz a necessidade de baixar e republicar materiais. Também preserva a autoria original e mantém a interação concentrada no post criado pelo parceiro.

O uso exige curadoria. Adicionar todos os conteúdos marcados pode prejudicar a coerência visual e editorial do perfil. A seleção deve considerar qualidade da imagem, precisão das informações, linguagem e adequação à identidade da marca.

Também é necessário obter autorização quando o conteúdo for utilizado comercialmente. A marcação pública não substitui automaticamente um acordo de uso de imagem ou uma permissão para transformar aquela publicação em publicidade.

O recurso organiza a exibição orgânica no perfil. O uso em anúncios de parceria continua dependendo das regras e permissões específicas da Meta.

Instagram muda rótulo de perfis criados com IA

O Instagram atualizou a identificação destinada a contas que exibem pessoas geradas por inteligência artificial. A expressão “AI Creator” está sendo substituída por “AI generated profile”.

A mudança pretende reduzir uma ambiguidade. O rótulo anterior poderia ser interpretado como a identificação de uma pessoa real que usava ferramentas de IA para produzir conteúdo. A nova formulação informa que o próprio perfil representa uma pessoa gerada artificialmente.

A alteração não se destina, em princípio, a qualquer conta que use inteligência artificial em uma etapa de edição. O foco são perfis que exibem personagens sintéticos como se fossem influenciadores humanos.

Relatos sobre a política indicam que contas desse tipo poderão perder distribuição em áreas de recomendação caso não identifiquem adequadamente sua natureza.

Para marcas, a transparência é relevante em campanhas com influenciadores virtuais. Uma empresa que contrata um perfil criado por IA precisa informar a natureza do personagem e avaliar os riscos de reputação.

O uso de uma pessoa sintética sem identificação pode fazer o consumidor acreditar que está vendo uma experiência, recomendação ou depoimento real. Isso aumenta a possibilidade de críticas e questionamentos sobre publicidade enganosa.

A mudança também exige atenção de agências e equipes de conteúdo. Usar IA para criar cenários, adaptar imagens ou gerar elementos visuais não é necessariamente igual a operar um perfil que simula uma pessoa inexistente. As políticas podem tratar essas situações de forma diferente.

Edits testa busca por clima e editor de carrosséis

No aplicativo Edits, o Instagram testa uma seção chamada “Vibes” na busca de músicas. A ferramenta organiza faixas por clima ou sensação, facilitando a escolha de uma trilha adequada ao estilo do vídeo.

A proposta pode acelerar o trabalho de criadores e marcas que procuram músicas para conteúdos alegres, calmos, emocionais ou dinâmicos.

Outro teste envolve um “Carousel Editor” para iOS. A ferramenta indica uma expansão do Edits além dos vídeos, permitindo que o aplicativo participe também da criação de publicações com várias imagens.

Os dois recursos ainda são testes. Isso significa que podem aparecer apenas para um grupo de usuários, sofrer alterações ou não chegar imediatamente a todas as regiões.

Para equipes de marketing, o principal benefício seria concentrar uma parte maior da produção dentro do ecossistema da Meta. Se o editor de carrosséis avançar, o Edits poderá atender tanto vídeos quanto sequências de cards.

A concentração facilita o fluxo de trabalho, mas as marcas devem evitar depender de ferramentas experimentais. Projetos importantes continuam precisando de arquivos editáveis, cópias de segurança e alternativas fora da plataforma.

O que as atualizações representam para as marcas

As novidades reforçam a aproximação entre conteúdo, publicidade, comércio e atendimento. Uma mesma campanha poderá começar com uma live de um influenciador, receber investimento como anúncio de parceria e continuar por meio de conversas atendidas por um agente de inteligência artificial.

O grid também se torna mais colaborativo, permitindo que publicações de clientes e criadores apareçam na vitrine principal da marca. Ao mesmo tempo, os novos rótulos de IA aumentam a responsabilidade sobre a identificação de personagens artificiais.

Para as empresas, o desafio será integrar as ferramentas sem perder controle. A automação pode acelerar respostas, a mídia paga pode ampliar transmissões e o conteúdo de terceiros pode fortalecer a confiança. Nenhuma dessas vantagens dispensa planejamento, autorização, acompanhamento e análise de resultados.

As marcas que pretendem testar os anúncios em lives devem organizar criadores, permissões, pauta e mensuração antes da liberação prevista para 29 de setembro. Também vale verificar se os Business Agents já estão disponíveis na conta e acompanhar os testes do Edits sem tratá-los como recursos plenamente liberados.

O movimento da Meta indica que o Instagram está deixando de ser apenas uma vitrine de publicações. A plataforma avança para se tornar um ambiente no qual descoberta, publicidade, atendimento e venda acontecem de forma integrada.

https://camilaabdo.com/
https://camilaabdo.com/

Artigos Relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo