Renato Trezoitão – Como o Movimento Red Pill Ocupou a OAB/BA para Defender um Agressor
De um influenciador com 1 milhão de seguidores que discute em conversas privadas a melhor forma de matar mulheres, à procuradoria de uma seccional da Ordem dos Advogados que se constitui em advogada particular do agressor — o sistema que protege os homens da manosfera dentro das instituições brasileiras tem nome, endereço e procuração assinada
Renato Trezoitão – Em algum lugar de Salvador, na manhã de 24 de abril de 2026, uma procuração foi lavrada e assinada na sede da Ordem dos Advogados do Brasil da Bahia. O documento não tinha como objeto a defesa institucional da Ordem, nem dos princípios da advocacia. Tinha como objeto, em palavras que constam textualmente do instrumento, “assegurar a defesa de direitos e prerrogativas da advocacia e do advogado LEONARDO DIAS SANTOS” — um inscrito que a própria Seccional havia preventivamente suspenso, na máxima graduação prevista em lei, por prática de violência doméstica.
Algumas horas depois, em um vídeo que viralizaria nas redes sociais brasileiras nas semanas seguintes, a vítima do processo tornou pública a sua versão dos fatos. Olhando para a câmera, em registro caseiro, Laila Hage — advogada de formação, com mais de 10 anos de atuação, hoje servidora do Tribunal de Justiça da Bahia — apresentou-se em seu perfil verificado no Instagram (@lailachage) e descreveu o que viveu:
“Eu fui vítima de violência doméstica pelo meu ex-companheiro por mais de cinco anos. Em todos os níveis. Eu fui estrangulada grávida, tive ossos quebrados, murro, chute, tapa. Objetos arremessados, pratos quebrados em cima de mim. Sistematicamente violada física e psicologicamente. Ameaçava de morte meus pais, de tomar meu filho.”
No mesmo vídeo, ela formulava o questionamento que se tornaria o eixo da repercussão pública do caso, dirigido diretamente à presidente da OAB-BA, Daniela Lima de Andrade Borges:
“Doutora Daniela, primeira presidenta da OAB-BA, eu imagino que a senhora não conheça violência doméstica, e espero que nunca venha a conhecer. Mas a senhora tem ciência que outorgou procuração para essa finalidade? É pra isso que as advogadas te colocaram aí?”
A pergunta — feita em vídeo por uma mulher que, segundo a própria OAB-BA havia reconhecido em sede disciplinar, fora vítima de violência doméstica praticada por advogado inscrito na Seccional — não obteve resposta direta. Obteve, no entanto, duas respostas institucionais sucessivas: uma nota oficial em redes sociais com cinco cards, um vídeo institucional protagonizado pelas presidentes das duas comissões de gênero da Seccional.
Nas semanas seguintes, a partir da análise de conteúdos divulgados publicamente, foi percebido uma existência de uma articulação que conectava o subscritor da peça da OAB a uma das principais lideranças do movimento Red Pill no Brasil.

Quem é Renato Trezoitão
Renato Amoedo Nadier Rodrigues se apresenta publicamente como um homem de formação técnica, interessado em Direito, economia, religião e tecnologia. Antes de fugir do Brasil, Renato ocupava cargo de perito criminal no Departamento de Polícia Técnica da Bahia, em condição funcional marcada por discussões judiciais relacionadas a concurso público.
Essa biografia ajuda a explicar por que suas falas ganham repercussão. Renato não fala apenas como alguém que opina sobre relacionamentos. Ele costuma falar como quem reivindica autoridade técnica, moral e intelectual.
A mistura de vocabulário jurídico, referências cristãs, crítica ao Estado e defesa de Bitcoin cria uma figura que parece, para parte da audiência, mais do que um comentarista. Ele vira uma espécie de guia ideológico para homens que se sentem traídos pela sociedade, pelo casamento, pelo sistema judicial ou pelas mulheres.
O apelido Trezoitão também não é neutro. Ele remete ao calibre 38, símbolo incorporado à própria marca pessoal do influenciador. Em redes sociais, nomes, imagens e bordões funcionam como atalhos emocionais. Antes mesmo de ouvir uma tese, o público já recebe uma mensagem estética: confronto, arma, dureza, masculinidade em estado de defesa. Essa escolha comunica uma identidade. E, em tempos de radicalização digital, identidade é parte do produto.
Renato Trezoitão não chegou às redes tentando parecer moderado. O personagem que ele construiu na internet nasceu com barulho, frases criminosas, estética de confronto e uma promessa implícita ao público masculino: dizer o que, segundo ele, outros não teriam coragem de dizer sobre mulheres, família, religião, Estado, Bitcoin e relações afetivas.
As falas de Renato não são apenas opinião polêmica. Elas mostram como um discurso travestido de liberdade de expressão estimula o abuso sexual infantil, casamento infantil e violência contra a mulher.
O nome Renato Trezoitão aparece há anos em debates de nicho ligados ao universo RedPill, ao Bitcoin e a uma visão conservadora de família. Para seus seguidores, ele fala como alguém que denuncia hipocrisias sociais e enfrenta o feminismo. Para os que tem noção de mundo, ele se tornou uma das vozes mais agressivas de um ambiente digital que transforma ressentimento masculino em conteúdo, audiência e influência.
Agora, a controvérsia ganha novo peso porque não envolve apenas cortes de vídeo ou frases provocativas. Também há referências a processos e procedimentos que citam Renato em temas como furto, lesão corporal, violência doméstica, saúde e infância, segundo registros reunidos em documento sobre sua trajetória jurídica.
A força desta história está justamente no choque entre duas imagens. De um lado, o influenciador que fala com segurança, mistura religião com opinião para levar seus seguidores a erro, cita leis, comenta moral e se apresenta como intérprete da decadência moderna. De outro, o homem que passa a ser questionado por falas e registros que o colocam no centro de debates muito mais graves do que uma simples briga de internet.
O caso não pede histeria, mas também não comporta indiferença. Quando uma figura pública discute mulheres como risco, crianças como tema sexualizado e violência como hipótese, a pergunta deixa de ser se o público concorda ou discorda dele. A pergunta passa a ser que tipo de cultura esse discurso ajuda a alimentar.
A Engrenagem
Renato Treizoitão é um dos vértices dessa rede no Brasil. O movimento que ele protagoniza tem doutrina assentada, e ela é simples: a sociedade brasileira seria “ginocêntrica”, manipulada por mulheres em uma “ditadura ginofascista”, e os homens precisariam “despertar” — tomar a “pílula vermelha” — para entender as regras de um jogo no qual mulheres são adversárias, mercadorias ou armadilhas. A retórica é apresentada como autoajuda. A substância é dominação como projeto de mundo.
No Brasil, esse projeto não fica apenas nas redes. Ele tem operadores em diretórios municipais de partidos políticos, em câmaras de vereadores, em procuradorias de instituições públicas — e, conforme se demonstrará, dentro da Ordem dos Advogados do Brasil. Esta reportagem documenta uma engrenagem com três personagens nomeados: Renato Trezoitão, o influenciador-doutrinador; Leonardo Dias Santos, o operador político local; e Edgard da Costa Freitas Neto, o operador institucional na OAB-BA.
O Papel do Operador Político Local: Leonardo Dias Santos
Leonardo Dias Santos representa o braço operacional e político desta rede. Advogado e ex-presidente de diretório partidário, sua trajetória é marcada por um padrão de agressividade voltado a minorias e grupos vulneráveis.
Antes do escândalo na OAB, Dias Santos já havia sido condenado por racismo após declarar que países africanos teriam melhor sorte se possuíssem menor “DNA africano”. Seus ataques públicos a religiões de matriz africana, classificadas por ele como “crenças infernais”, já indicavam um perfil de intolerância que mais tarde seria canalizado para a violência de gênero.
O perfil psicológico de adeptos da manosfera, como descrito por pesquisadores da Universidade de Swansea, frequentemente apresenta traços narcísicos e uma profunda falta de empatia. Para o operador local, a advocacia e a política não são espaços de composição social, mas arenas de demonstração de domínio.
Quando Leonardo Dias utiliza sua influência para que a Ordem dos Advogados interceda em seu favor, ele está aplicando a lógica red pill de que o homem “desperto” deve dobrar as instituições à sua vontade, utilizando-as como escudos contra as consequências de seus próprios atos criminosos.
Esta dinâmica explica por que a petição da OAB-BA foi redigida com uma agressividade técnica incomum, incorporando integralmente a narrativa do agressor sem qualquer análise crítica das provas de violência apresentadas pela vítima. A instituição, ao aceitar a tese de que a aproximação física do réu ao local de trabalho da vítima era um “exercício regular da profissão”, validou o assédio processual e a intimidação física como ferramentas legítimas da advocacia.
Edgard Neto: O Operador Institucional
Edgard da Costa Freitas Neto é gerente jurídico da Procuradoria de Prerrogativas da OAB-BA — órgão técnico institucional encarregado de defender o livre exercício da advocacia diante do Estado. Em 24 de abril de 2026, foi ele quem subscreveu, em nome da Seccional, a petição de habilitação como “interveniente sui generis” nos autos da medida protetiva de urgência em favor de Laila Hage. O instrumento foi acompanhado de procuração assinada pela presidente da Seccional, Daniela Lima de Andrade Borges.
Há, no caso, um dado verificável de proximidade entre Edgard Neto e Renato Trezoitão que altera o quadro de análise institucional. Em gravação de tela registrada, há prova documental de que os perfis de Edgard Neto e de Renato Trezoitão mantinham conexão recíproca de seguidor no Instagram à época dos fatos — ou seja, à época em que a Procuradoria de Prerrogativas da OAB-BA peticionou em favor do amigo de Renato.
O fato é pertinente à reportagem por uma razão objetiva: não consta dos autos do processo administrativo ou do processo judicial qualquer declaração de impedimento ou suspeição por parte do subscritor da peça. Em órgãos públicos brasileiros — e a OAB, na qualidade de serviço público independente (art. 44, parágrafo único, do Estatuto da Advocacia), é um deles — agentes que atuam em causas envolvendo amizade íntima ou inimizade com partes ou suas redes próximas têm dever institucional de declarar a circunstância. A omissão da declaração é, em si, fato institucional autônomo, independentemente da extensão concreta do vínculo.
A relevância da omissão se torna mais aguda diante da literalidade dos diálogos privados documentados. A reportagem não afirma — porque não há prova nos autos — que o subscritor da peça tivesse conhecimento dos diálogos específicos transcritos. A reportagem afirma o que consta documentalmente: que Edgard Neto e Renato Trezoitão seguiam-se reciprocamente no Instagram, que essa relação não foi declarada como impedimento ou suspeição, e que a Procuradoria sob sua condução protocolou peça em favor do amigo pessoal de Renato em causa de violência doméstica.
A análise institucional sobre essa configuração compete agora ao Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, a quem advogadas de diferentes estados clamaram publicamente manifestação e até o momento se encontra silente.
Renato Trezoitão e o Discurso Que Fisga Homens Frustrados
A Red Pill brasileira cresceu em cima de uma promessa sedutora: explicar a dor masculina sem exigir muita autocrítica. Homens que sofreram rejeição, divórcio, traição, disputa de guarda ou frustração sexual encontram nesses espaços uma narrativa simples. A culpa estaria nas mulheres, no feminismo, na Justiça, na cultura moderna, no Estado e em uma suposta inversão moral que teria tirado dos homens o lugar que eles acreditam merecer.
Renato Trezoitão se encaixa nesse ambiente porque fala a partir de certezas fortes. Em vez de tratar relações humanas como campo complexo, ele costuma reduzir mulheres a categorias morais, sexuais ou patrimoniais. Em um dos vídeos que circulam nas plataformas de redes sociais, a fala atribuída a ele afirma que, “hoje em dia, todas são putas”, antes de sustentar que uma mulher que teve relações anteriores estaria “inutilizada” para o casamento. A frase não precisa de muito esforço interpretativo. Ela apresenta a sexualidade feminina como defeito irreparável e transforma a história de uma mulher em critério de descarte.

Esse tipo de fala pode parecer apenas grosseria para quem consome o conteúdo de fora. Mas, dentro de comunidades redpill, ela funciona como senha de pertencimento. O homem que ri, compartilha ou concorda sente que entendeu algo que os demais não enxergaram. O influenciador, por sua vez, ganha autoridade porque verbaliza ressentimentos que muitos seguidores não tinham coragem de dizer em público. É assim que uma frase ofensiva vira capital digital e contribui para o aumento da violência contra a mulher e do abuso sexual infantil, já que Renato defende casamento infantojuvenil e relações sexuais com “novinhas”.
A doutrina defendida por Trezoitão sustenta que a sociedade brasileira é controlada por uma “ditadura ginofascista”, onde as leis de proteção à mulher seriam ferramentas de opressão contra os homens. Esta narrativa encontra eco em uma audiência de milhões de jovens e adultos que se sentem deslocados pelas transformações sociais e buscam na retórica do “despertar masculino” uma forma de validar comportamentos agressivos e dominadores. O impacto desta cultura não se restringe aos comentários em redes sociais; ela gera um setor econômico robusto, baseado na monetização do ódio e na venda de produtos digitais que prometem ensinar o controle sobre as mulheres.

A pesquisa do NetLab UFRJ documentou o crescimento exponencial desse mercado. Entre 2024 e 2026, canais misóginos no YouTube brasileiro não apenas sobreviveram às tentativas de moderação, como aumentaram sua base de inscritos em mais de 18%. A transformação da misoginia em um negócio lucrativo cria incentivos para que influenciadores radicalizem seus discursos, cruzando a linha entre a liberdade de expressão e o planejamento de crimes concretos.



A Frase Sobre Meninas Que Revoltou
Entre os trechos que mais provocaram reação estão falas envolvendo crianças, puberdade e casamento. Em vídeos também aparecem discussões sobre pedofilia, incapacidade civil, religião e critérios biológicos usados por culturas ou interpretações religiosas para definir maturidade.
O impacto desse tipo de fala é evidente. Em qualquer sociedade que leve a sério a proteção de crianças e adolescentes, menstruação não é autorização moral para casamento, sexualização ou vínculo com adulto. A infância não pode ser tratada como assunto de conveniência masculina, nem como peça de debate ideológico para testar limites da audiência. Mesmo quando o influenciador tenta enquadrar a discussão como análise histórica, religiosa ou libertária, a circulação desse conteúdo em plataformas digitais gera risco real de banalização.

O ponto não é afirmar que uma frase, isolada, prove conduta criminosa. O ponto é reconhecer que um influenciador adulto, com público fiel e postura de autoridade, precisa entender o peso do que diz. Quando alguém com audiência fala de meninas de 12 ou 13 anos em contexto de casamento, a reação social não nasce de sensibilidade exagerada. Nasce da percepção de que há limites que não deveriam ser tratados como provocação.
O Que Mostram os Diálogos Privados
Você pode conferir todos os prints nesses links:
https://www.instagram.com/stories/highlights/18110947132888885/
https://www.instagram.com/stories/highlights/18264343639290112/
https://www.instagram.com/stories/highlights/18372639064160337/
https://www.instagram.com/stories/highlights/18435498958191054/
A ideologia da manosfera costuma ser tratada, na esfera pública, como discurso. Nas semanas que se seguiram ao seu vídeo de denúncia, Laila Hage publicou em seu perfil verificado, um conjunto de stories com prints de conversas privadas. Os prints demonstram outra coisa: que a doutrina não fica no plano discursivo.
Aplica-se, em conversas privadas, ao planejamento concreto de violência contra mulheres específicas, ao casamento infantil e à compra de meninas. Os prints foram tornados públicos pela própria vítima após, segundo ela declarou nos mesmos stories, ter sido compelida a romper o sigilo da peça processual em razão da divulgação institucional da OAB-BA. Esta reportagem reproduz seu conteúdo factual, com os mesmos limites de transcrição literal adotados por ela.
Junho de 2020: A Filha Do Influenciador
Em diálogo datado de 24 de junho de 2020, Laila pergunta a Renato Trezoitão, em referência à filha do próprio Renato — uma menina de três anos àquela época:
“Sua filha tá c qts anos mesmo?” A resposta de Renato: “3”. Em seguida, sem provocação, o próprio Renato escreve: “Mas casaria ela com 12-13 tranquilo com bom partido se menstruasse e quisesse”.
Trata-se de uma das principais lideranças do red pill brasileiro, em conversa privada, declarando que casaria a própria filha aos doze ou treze anos. Não há ambiguidade interpretativa: ele nomeia a criança, nomeia a idade pretendida e estabelece o critério.
A naturalização do casamento infantil — descrita em estudos do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) como forma reconhecida de violência sexual contra meninas — aparece no diálogo como discurso casual. A criança a ser entregue é, pelo próprio relato do pai, sua filha.

Março de 2022: A negociação por meninas afegãs
Quase dois anos depois, em 17 de março de 2022, Renato Trezoitão escreve em um grupo do qual Laila e seu agressor faziam parte: “Se nao achar alguém para casar faço mais uns 3 ou 4 bastardos com contratos de co-parentalidade, ou vou comprar uma ou duas em Cabul”.
Acompanha o diálogo um print de matéria da Thomson Reuters Foundation sobre famílias afegãs vendendo filhas pequenas em situação de fome — meninas de sete, treze e quinze anos por três mil dólares. Renato prossegue com clareza aritmética: “3000 usd 13 anos” — sucedido por “A de 7 não pegava nao”.
A frase, em sua estrutura sintática, é a de quem considera a operação como precificação de mercadoria — não como avaliação moral. Os interlocutores discutem, em diálogo privado, a compra de meninas com idades específicas, em outro continente, com valor monetário expresso.
Renato Trezoitão é, repita-se, um dos principais influenciadores do movimento red pill no Brasil, com cerca de um milhão de seguidores e perfil verificado pelo Instagram. Leonardo Dias é advogado, ex-presidente do Diretório Municipal do Partido Liberal em Candeias, na Bahia, e — em 2026 — réu em causa de violência doméstica contra ex-companheira.
Outubro de 2024: A discussão Sobre Matar a Mãe Dos Filhos
O diálogo mais grave dos prints é de outubro de 2024. Renato inicia a conversa perguntando, em referência à eventual traição da esposa de seu filho, para Leonardo: “Você mataria os dois?”. Renato responde com cautela operacional: a primeira reação é “Não”, seguida da explicação “V vai pars o inferno por causa de uma puta” e da afirmação “Dar graças a Deus q flagrou a vadia”.
A conversa segue, e a operação começa a ser pensada. Leonardo objeta: “Oxe, mas se ela for pra justiça, ela fica com o filho pra ser criado e ainda o patrimônio. Nesse caso, até pra preservar a criança, tem que matar e Deus perdoaria.”
Renato responde: “Tem q ver a idade dos guris”. Leonardo: “Claro que ele não mataria na frente das câmeras”. Renato fecha o segmento: “Pelos guris é só pegar e ir embora. Matar na emoção sempre da problema. Tem q ser bem pensado”.
Ao ler os diálogos, subentende-se como uma ameaça direcionada à própria vítima, especialmente pela forma truncada como a conversa ocorreu. No contexto da discussão Renato teria criado uma hipótese envolvendo a possibilidade de Leonardo reagir violentamente ao suposto cenário de traição da futura esposa de seu filho.
Embora a conversa tenha sido apresentada como hipotética, o conteúdo foi enviado em meio a um contexto já marcado por episódios de violência e intimidação.
A conversa aborda o assassinato como uma solução pragmática para disputas patrimoniais e de guarda de filhos, com o influenciador aconselhando o agressor a não agir por emoção e a considerar a presença de câmeras e a idade dos filhos no momento do ato.
Trata-se, à luz da literalidade do texto, de planejamento privado de eventual feminicídio, desenvolvido em diálogo entre o réu de uma causa de violência doméstica e um dos principais influenciadores redpill brasileiros, com discussão sobre logística, idade dos filhos da vítima, exposição a câmeras e gerenciamento emocional do ato, com envio direto do conteúdo para uma mulher submetida a violência psicológica e físicas diárias, como forma de intimidação.


A Defesa da Pedofilia
Os vídeos abaixo mostram diálogos em que a pedofilia aparece como tema de discussão, com perguntas sobre incapacidade civil, dano, moral religiosa e punição. Em um trecho, o interlocutor menciona uma “criança de 8 anos” em uma hipótese ligada a consentimento dos pais e a visão libertária sobre capacidade. Em outro, aparece a pergunta sobre fotos de bebê pelado e quem seria a vítima, seguida de uma distinção entre prejuízo e punição moral.
Renato sente um prazer perverso ao transpassar fronteira da moralidade e colocar crianças em risco quando defende casamento infantil e troca de imagens contendo pornografia infantil. Ele transforma a proteção infantil em arena de provocação ideológica em troca de likes e engajamento sem se importar com as milhares de crianças que ele coloca em risco.
Mulheres Como Inimigas No Roteiro Red Pill
A figura feminina que aparece nas falas atribuídas a Renato raramente é tratada como pessoa inteira. Ela surge como ameaça ao patrimônio, risco ao homem, fonte de mentira, instrumento de golpe, corpo sexualmente avaliado ou agente da destruição familiar. Em uma transcrição sobre paternidade por DNA, a fala atribuída a ele afirma que o exame seria “um absurdo” e deveria deixar de existir, associando a prática à destruição das famílias, ao “golpe da barriga” e a histórias sobre roubo de sêmen.
A frase chama atenção porque inverte a lógica de proteção. O exame de DNA, em muitos casos, ajuda a garantir direitos de crianças, esclarecer responsabilidades e evitar injustiças. Quando tratado como ferramenta de destruição familiar, ele vira símbolo de uma paranoia mais ampla: a ideia de que mulheres estariam sempre prontas para enganar homens, aprisioná-los financeiramente ou manipular o sistema.
Essa visão é recorrente em grupos masculinistas. Primeiro, constrói-se a mulher como inimiga. Depois, qualquer mecanismo que possa protegê-la ou proteger seus filhos é apresentado como arma contra homens. Lei Maria da Penha, pensão alimentícia, guarda, exame de DNA, denúncia de violência, relato de abuso, tudo passa a ser visto sob suspeita. O efeito social é corrosivo. Vítimas reais passam a ter medo de denunciar, e seguidores passam a desacreditar qualquer mulher antes mesmo de ouvir os fatos. Em alguns casos, passam a agredi-las.
Processos Que Cercam Renato
Além das falas e prints, Renato aparece citado em registros sobre procedimentos criminais e administrativos. O documento reunido sobre sua vida jurídica menciona inquérito policial, processo no PJe e apurações relacionadas a furto qualificado, lesão corporal, violência doméstica, saúde e infância. A mesma documentação cita um Inquérito Policial e umProcesso PJe, além de menções a controle do Ministério Público da Bahia.
É importante separar as coisas. Citação em procedimento não é condenação. Investigação não é sentença. Processo em andamento não elimina o direito de defesa. Essa cautela, porém, não apaga o interesse público. Quando uma pessoa se apresenta como voz moral nas redes, fala sobre mulheres, crianças e família, e ao mesmo tempo tem seu nome associado a procedimentos dessa natureza, a sociedade tem razão para perguntar quem está sendo ouvido, seguido e promovido.



A situação se torna ainda mais relevante se considerada a possível atuação de Renato como perito criminal. Peritos lidam com prova, técnica, confiança pública e sistema de Justiça. Qualquer controvérsia envolvendo conduta, violência ou idoneidade ganha peso maior quando associada a alguém que pode atuar em ambiente estatal de produção de prova. Não se trata de punir alguém por opinião. Trata-se de compreender que função pública, influência digital e discurso violento não existem em compartimentos isolados.
A Religião Como Blindagem Retórica
Um dos traços mais marcantes das falas atribuídas a Renato é o uso frequente de referências cristãs. Ele discute Bíblia, casamento, salvação, pecado, sexualidade e família. Em alguns trechos, a religião aparece como base de interpretação moral; em outros, como instrumento de confronto contra católicos, feministas, mulheres sexualmente ativas, mães solteiras ou visões modernas de relacionamento.
A presença de linguagem religiosa não é problema por si só. O debate público brasileiro é atravessado por fé, tradição e valores familiares. O problema surge quando a religião é usada para reduzir mulheres a objetos de pureza, para testar limites sobre crianças ou para dar aparência de legitimidade a falas humilhantes. Uma coisa é defender castidade, casamento ou doutrina. Outra é transformar mulheres em descartáveis por terem vida sexual anterior.
Esse mecanismo é eficiente porque oferece uma camada moral para ideias agressivas. O influenciador não se apresenta apenas como alguém frustrado com mulheres; ele fala como defensor de uma ordem perdida. O seguidor não se sente apenas ressentido; sente-se justo. A hostilidade ganha verniz de virtude. É nesse ponto que o discurso passa a disputar corações, não apenas curtidas.
A Masculinidade Vendida Como Guerra
Renato Trezoitão fala para homens que, muitas vezes, se sentem em guerra. Guerra contra ex-companheiras, juízes, feministas, mídia, professores, Estado, impostos, bancos, modernidade e até contra outros homens considerados fracos. Essa masculinidade de cerco precisa de inimigos constantes. Sem inimigo, ela perde combustível.
O apelido, a estética, as falas e os temas escolhidos reforçam essa atmosfera. A ideia de que o homem precisa estar armado moralmente, financeiramente e emocionalmente contra mulheres e instituições aparece como fio condutor.
Essa mistura é atraente porque oferece explicações rápidas para angústias reais e complexas. Homens sofrem, são abandonados, perdem dinheiro, enfrentam disputas familiares e lidam com frustrações profundas. O problema é quando essa dor é organizada politicamente contra mulheres e crianças. Em vez de cura, o público recebe ressentimento refinado em discurso.
Polêmica Em Entretenimento
Nas redes, a indignação também dá lucro. Cada corte viral, cada frase absurda, cada reação revoltada aumenta o alcance do influenciador. A economia da atenção premia quem irrita. Muitos criadores entendem isso e passam a falar cada vez mais alto, mais duro e mais perto do limite. Quando alguém reclama, a resposta costuma ser a mesma: tiraram de contexto, não entenderam a ironia, querem censurar, não suportam a verdade.
O caso de Renato se encaixa nesse ciclo. Uma fala sobre mulheres gera cortes. Um trecho sobre meninas gera revolta. Uma discussão sobre pedofilia viraliza. Um print sobre violência acende alerta. A cada nova camada, o nome do influenciador circula mais. Mesmo críticas podem fortalecer sua presença entre seguidores que veem qualquer oposição como prova de que ele está certo.
Renato Trezoitão é o exemplo perfeito de um fenômeno perigoso: a transformação de misoginia, provocação e temas de proteção infantil em mercadoria digital.
Por Que o Caso Não É Só Sobre Renato
Embora o foco seja Renato Trezoitão, o caso fala de algo maior. Ele mostra como influenciadores podem criar comunidades inteiras em torno da desconfiança contra mulheres e cultuar a misoginia e a violência doméstica. Mostra como discursos sobre família podem esconder controle. Mostra como a fé pode ser usada para humilhar. Mostra como teorias sobre liberdade podem se aproximar de relativizações perigosas quando o assunto envolve crianças. Mostra como a raiva masculina, quando tratada como produto, pode ganhar aparência de doutrina.
A machosfera não é apenas um conjunto de memes. Organismos internacionais, como a ONU Mulheres, alertam que comunidades digitais marcadas por misoginia podem estimular assédio, radicalização e hostilidade contra direitos de mulheres. O Renato Trezoitão entra nesse debate porque reúne os ingredientes que fazem esse ambiente prosperar: linguagem de guerra, desconfiança contra mulheres, desprezo por políticas de proteção, culto à virilidade e transformação de polêmica em marca pessoal.
O Brasil já conhece bem o custo de discursos que desumanizam grupos inteiros. Quando mulheres são tratadas como interesseiras, mentirosas ou descartáveis, a violência simbólica abre espaço para violência concreta. Quando crianças entram no debate como objeto de teoria sexual, a proteção perde centralidade. Quando processos são descartados como perseguição antes de qualquer leitura, a verdade vira torcida.
Renato Trezoitão Não é o Primeiro
Renato Trezoitão não é o primeiro influenciador a crescer cultuando o ódio. Também não será o último. A diferença, neste caso, é a combinação entre alcance digital, temas sensíveis e registros que citam seu nome em controvérsias jurídicas. O personagem que fala alto nas redes agora é observado por uma lente mais ampla. E essa lente mostra que discursos não ficam presos à tela.
Para o leitor comum, talvez pareça apenas mais uma polêmica entre perfis ideológicos. Não é. O que está em jogo é a naturalização de falas que rebaixam mulheres, tensionam limites sobre infância e tratam violência como tema de conversa calculada. É possível discordar do feminismo sem agredir mulheres. É possível defender família sem sexualizar meninas. É possível criticar o Estado sem transformar direitos de vulneráveis em piada. É possível falar de religião sem reduzir pessoas a objetos de pureza.
A pergunta que acompanha Renato Trezoitão agora é simples e incômoda: quando a provocação vira risco social? A resposta não depende apenas dele. Depende também das plataformas que distribuem seu conteúdo, dos seguidores que o aplaudem, dos críticos que o fiscalizam, das instituições que examinam seus registros e da imprensa que decide tratar o caso com seriedade, sem transformar tudo em espetáculo.
No fim, a controvérsia em torno de Renato Trezoitão talvez diga menos sobre uma única pessoa e mais sobre o Brasil digital que aplaude homens furiosos, transforma ofensa em coragem e confunde brutalidade verbal com lucidez. A reportagem não encerra o caso. Ela apenas coloca no centro da conversa aquilo que não deveria passar como entretenimento: quando uma voz influente fala sobre mulheres, crianças e violência, cada palavra importa.









Referências citadas
Em palestra, ministra Cármen Lúcia classifica feminicídios no Brasil como “barbárie” – Tribunal Superior Eleitoral, acessado em maio 15, 2026, https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Marco/em-palestra-ministra-carmen-lucia-classifica-feminicidios-no-brasil-como-201cbarbarie201d
Estratégias de erosão constitucional no Brasil: bolsonarismo e a desconstituição por meios legais e administrativos – SciELO, acessado em maio 15, 2026, https://www.scielo.br/j/rdp/a/SmskCpLSGkryR8hZDjnbMyg/?format=pdf&lang=pt
IDEOLOGIA REDPILL E IMPACTOS NA VIOLÊNCIA DE GÊNERO | Revista de Geopolítica, acessado em maio 15, 2026, https://revistageo.com.br/revgeo/article/view/1142
CONSELHO FEDERAL – Diário Eletrônico OAB, acessado em maio 15, 2026, https://deoab.oab.org.br/assets/diarios/diario-eletronico-oab-28-08-2024.pdf
Você sabe o que é o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero? – TJDFT, acessado em maio 15, 2026, https://www.tjdft.jus.br/acessibilidade/publicacoes/sementes-da-equidade/voce-sabe-o-que-e-o-protocolo-para-julgamento-com-perspectiva-de-genero
O que é red pill e por que ele representa uma ameaça à vida das mulheres? – Fundação Perseu Abramo, acessado em maio 15, 2026, https://fpabramo.org.br/o-que-e-red-pill-e-por-que-ele-representa-uma-ameaca-a-vida-das-mulheres/
“Machosfera”: como funcionam grupos misóginos que atraem jovens na internet | CNN Brasil, acessado em maio 15, 2026, https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/brasil/machosfera-como-funcionam-grupos-misoginos-que-atraem-jovens-na-internet/
2nd CHAT WITH RENATO AMOEDO – AUTHOR OF BITCOIN RED PILL – YouTube, acessado em maio 15, 2026, https://www.youtube.com/watch?v=SPPh4iSwn-A
“Red pill” culture and violence against women under debate | POLITICAL WORLD – (2026), acessado em maio 15, 2026, https://www.youtube.com/watch?v=bxxcfnFyrYk
Misoginia no YouTube: 90% dos canais identificados em 2024 seguem disponíveis na plataforma – NetLab UFRJ, acessado em maio 15, 2026, https://netlab.eco.ufrj.br/post/misoginia-no-youtube-90-dos-canais-com-mapeados-em-2024-seguem-dispon%C3%ADveis-na-plataforma
A mercantilização da misoginia online: análise do movimento Red pill – RI UFPE, acessado em maio 15, 2026, https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/68780/1/TCC%20Giulia%20Vit%C3%B3ria%20Silva%20Bastos%20e%20La%C3%ADs%20de%20Souza%20Batista.pdf
a violência processual de gênero e suas implicações no acesso à justiça pelas mulheres – Revistas UNIFACS, acessado em maio 15, 2026, https://revistas.unifacs.br/index.php/redu/article/viewFile/10047/5574
Ano Letivo de 2025 – FACULDADE DE DIREITO – UFPR, acessado em maio 15, 2026, https://direito.ufpr.br/?p=50935
Provimento Nº 228/2024 – OAB | Ordem dos Advogados do Brasil …, acessado em maio 15, 2026, https://www.oab.org.br/util/print?numero=228%2F2024&print=Legislacao&origem=Provimentos
STF julga se medidas protetivas da Lei Maria da Penha alcançam casos de violência de gênero fora do âmbito doméstico e familiar – IBDFAM, acessado em maio 15, 2026, https://ibdfam.org.br/noticias/13867/STF+julga+se+medidas+protetivas+da+Lei+Maria+da+Penha+alcan%C3%A7am+casos+de+viol%C3%AAncia+de+g%C3%AAnero+fora+do+%C3%A2mbito+dom%C3%A9stico+e+familiar
Projeto tipifica no Código Penal violência processual de gênero – Câmara dos Deputados, acessado em maio 15, 2026, https://www.camara.leg.br/noticias/1057946-projeto-tipifica-no-codigo-penal-violencia-processual-de-genero/
RETRATO DOS FEMINICÍDIOS NO BRASIL – Fórum Brasileiro de …, acessado em maio 15, 2026, https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2026/03/nota-tecnica-dia-mulher-2026.pdf
Feminicídios crescem 4,7% em 2025; pequenas cidades têm maiores taxas, acessado em maio 15, 2026, https://www12.senado.leg.br/institucional/procuradoria/noticias/feminicidios-crescem-4-7-em-2025-pequenas-cidades-tem-maiores-taxas
VIOLÊNCIA DE GÊNERO NO BRASIL — Portal Institucional do Senado Federal, acessado em maio 15, 2026, https://www12.senado.leg.br/institucional/procuradoria/noticias/violencia-de-genero-no-brasil
Feminicídio: Brasil registra recorde histórico em 2025 – G1 – Globo, acessado em maio 15, 2026, https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/01/20/brasil-registra-recorde-historicos-de-feminicidios-em-2025-quatro-mulheres-sao-assassinadas-por-dia-no-pais.ghtml
Decisões que asseguraram direitos das mulheres marcam … – STF, acessado em maio 15, 2026, https://noticias.stf.jus.br/postsnoticias/decisoes-que-asseguraram-direitos-das-mulheres-marcam-historia-do-stf-como-tribunal-constitucional/
INACREDITÁVEL: A VIOLÊNCIA INSTITUCIONAL À LUZ DA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA UNBELIEVABLE: INSTITUTIONAL VIOLENCE ACCORDING TO B, acessado em maio 15, 2026, https://periodicos.rdl.org.br/anacidil/article/download/1041/1245/3749
STF e violência processual de gênero – Migalhas, acessado em maio 15, 2026, https://www.migalhas.com.br/depeso/391493/stf-e-violencia-processual-de-genero
Julgamento com Perspectiva de Gênero – Portal CNJ, acessado em maio 15, 2026, https://www.cnj.jus.br/programas-e-acoes/protocolo-para-julgamento-com-perspectiva-de-genero/
CNJ disponibiliza Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero – TRT-MG, acessado em maio 15, 2026, https://portal.trt3.jus.br/internet/capa-layout-csjt/carrossel/downloads/cnj-disponibiliza-protocolo-para-julgamento-com-perspectiva-de-genero
Tribunal de Ética referenda provimento para julgamentos na OAB-PB com perspectiva de gênero, acessado em maio 15, 2026, https://www.oabpb.org.br/post/tribunal-de-%C3%A9tica-referenda-provimento-para-julgamentos-na-oab-pb-com-perspectiva-de-g%C3%AAnero
Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa – IDP Curso de Doutorado em Direito Constitucional Democracia milit, acessado em maio 15, 2026, https://repositorio.idp.edu.br/bitstream/123456789/5786/1/Tese_Alessandro%20Batista%20Braga_Doutorado%20em%20Direito.pdf
Ocupação Mulheres 2026 | Misoginia e violência digital de gênero, por Cristina Scheibe Wolff – BVPS, acessado em maio 15, 2026, https://blogbvps.com/2026/03/08/ocupacao-mulheres-2026-misoginia-e-violencia-digital-de-genero-por-cristina-scheibe-wolff/
Feminicídio, transfeminicídio ou lesbocídio: qualquer violência contra as mulheres é inaceitável – Portal Gov.br, acessado em maio 15, 2026, https://www.gov.br/conselho-nacional-de-saude/pt-br/assuntos/noticias/2026/marco/feminicidio-transfeminicidio-ou-lesbocidio-qualquer-violencia-contra-as-mulheres-e-inaceitavel
Os Estereótipos de Gênero nos Processos Judiciais e a Violência contra a Mulher na Legislação Valéria Pandjiarjian – Portal Gov.br, acessado em maio 15, 2026, https://www.gov.br/mdh/pt-br/navegue-por-temas/politicas-para-mulheres/arquivo/assuntos/poder-e-participacao-politica/referencias/genero-e-poder-judiciario/os_estereotipos_degenero_no.pdf
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