Marketing Digital

LinkedIn reforça verificação e testa feed dividido

LinkedIn reforça verificação, testa feeds For You e Network, muda o ranking dos comentários, atualiza a Marketing API e restringe o SSI.

O LinkedIn apresentou em setembro de 2026 uma série de mudanças relacionadas à autenticidade dos perfis, à proteção das marcas e à forma como publicações e comentários são organizados. As novidades também incluem recursos técnicos para publicidade e medição, além de uma mudança importante no acesso ao Social Selling Index, conhecido pela sigla SSI.

O principal anúncio foi feito em 23 de setembro, quando a plataforma ampliou seus mecanismos de verificação. A empresa passou a testar uma ferramenta que permite a colegas confirmar experiências profissionais e acadêmicas, oferecendo um novo sinal de credibilidade para os perfis.

Administradores de Páginas de Empresa verificadas também receberam instrumentos para remover associações falsas com suas marcas. Em paralelo, o LinkedIn iniciou um piloto que permite a determinadas organizações exigir a verificação do local de trabalho antes que uma pessoa seja associada publicamente à Página da empresa.

No feed, a plataforma testa uma separação entre as áreas For You e Network. A primeira apresenta conteúdos escolhidos com base nos interesses profissionais do usuário, inclusive publicações de pessoas que não fazem parte de sua rede. A segunda concentra posts de conexões, pessoas e Páginas que o membro decidiu acompanhar.

O LinkedIn também passou a classificar comentários por relevância para cada leitor, deixando de depender apenas da ordem de publicação. Já a versão 202609 da Marketing API acrescentou novos filtros, formas de agrupamento de relatórios, opções de correspondência de dados e uma janela de atribuição de 180 dias em situações específicas.

LinkedIn reforça verificação e testa feed dividido. A rede amplia sistema de verificação profissional

Segundo o LinkedIn, mais de 115 milhões de membros já verificaram sua identidade ou seu local de trabalho. A plataforma afirma que aproximadamente 75 pessoas concluem algum tipo de verificação a cada minuto.

O objetivo da atualização anunciada em 23 de setembro é permitir que a credibilidade de uma experiência profissional também seja confirmada por pessoas que trabalharam ou estudaram com o titular do perfil.

Durante o teste, o LinkedIn poderá solicitar que membros já verificados confirmem experiências compartilhadas com suas conexões. Se um número suficiente de colegas validar determinada informação, a plataforma poderá adicionar um selo de verificação ao perfil relacionado àquela experiência.

O membro terá a opção de não participar ou de retirar a exibição do selo. Nos meses seguintes, o LinkedIn pretende permitir que as próprias pessoas solicitem diretamente a colegas a confirmação de experiências acadêmicas ou profissionais.

A plataforma afirma que perfis verificados registram 50% mais engajamento em publicações e quase 90% mais visualizações de perfil. Esses percentuais são dados divulgados pelo próprio LinkedIn e não significam que a verificação, isoladamente, produzirá o mesmo resultado para todas as contas.

O desempenho também depende do setor, da atividade do perfil, da qualidade das publicações, do tamanho da rede e do interesse gerado pelas experiências apresentadas.

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Como funciona a verificação feita por colegas

A verificação entre colegas procura acrescentar uma camada de confirmação baseada na rede profissional real. Uma pessoa que afirma ter trabalhado em determinada organização poderá receber confirmações de conexões que estiveram na mesma empresa durante um período compatível.

O recurso não equivale a uma referência profissional detalhada. O colega não está necessariamente avaliando a qualidade do trabalho, a conduta ou as habilidades do perfil. A função confirma apenas a existência de uma experiência compartilhada, conforme as informações conhecidas pelas partes.

Essa distinção é importante para recrutadores e empresas. Um selo de experiência não substitui análise curricular, contato com antigos empregadores, checagem de documentos ou entrevistas.

Também podem existir situações em que uma experiência legítima não receba confirmações suficientes. Profissionais autônomos, trabalhadores de empresas pequenas, pessoas que mudaram de país ou membros com redes menos ativas podem ter mais dificuldade para obter validações.

Por isso, a ausência do selo não deve ser interpretada automaticamente como sinal de informação falsa. A verificação funciona como elemento adicional de confiança, não como prova exclusiva da trajetória profissional.

Páginas de Empresa ganham proteção contra perfis impostores

Administradores de Páginas verificadas agora podem remover associações feitas por contas identificadas como impostoras. O recurso procura impedir que perfis falsos apareçam em resultados de busca vinculados ao nome de uma empresa.

É necessário observar o alcance exato da ferramenta. O administrador da Página não recebe, de maneira automática, autoridade para excluir qualquer conta da plataforma. Ele poderá contestar ou remover a associação entre um perfil impostor e sua organização.

A investigação sobre possíveis violações e a eventual exclusão definitiva da conta continuam sob responsabilidade do LinkedIn. A medida protege principalmente a apresentação pública da empresa e reduz a possibilidade de um usuário acreditar que determinado perfil representa oficialmente aquela organização.

O problema das falsas associações pode afetar marcas de diferentes tamanhos. Um perfil pode alegar que trabalha em uma empresa conhecida para parecer confiável, abordar candidatos, enviar propostas comerciais, solicitar pagamentos ou obter informações internas.

Empresas que usam o LinkedIn para recrutamento, vendas e relacionamento institucional devem revisar periodicamente os perfis que aparecem como funcionários. Uma quantidade incomum de pessoas associadas à marca, especialmente em funções inexistentes, pode indicar uso indevido do nome da organização.

Verificação obrigatória do local de trabalho está em teste

Além da remoção de associações falsas, o LinkedIn iniciou um piloto com empresas selecionadas para testar a verificação obrigatória de vínculo profissional.

Nesse modelo, uma pessoa que alegar trabalhar atualmente em determinada organização poderá precisar confirmar o vínculo antes de aparecer associada à Página da empresa. A confirmação pode depender de métodos disponibilizados pelo LinkedIn, como endereço corporativo ou integrações aceitas pela plataforma.

A medida ainda não está disponível de maneira geral. Trata-se de um piloto com um grupo de organizações, e o LinkedIn poderá alterar os critérios antes de uma expansão.

Se a função for ampliada, empresas precisarão avaliar como tratar prestadores de serviço, consultores, terceirizados, representantes comerciais e profissionais que trabalham para diferentes marcas de um mesmo grupo. Essas pessoas podem ter relações reais com a organização sem utilizar um endereço de correio eletrônico corporativo tradicional.

Uma aplicação excessivamente rígida poderia excluir vínculos legítimos. Por outro lado, um sistema muito flexível teria dificuldade para impedir fraudes. O desafio será equilibrar proteção da marca, precisão das informações e diferentes formas de trabalho.

O que as empresas devem revisar nas Páginas

A atualização torna recomendável uma revisão dos perfis associados à Página da empresa. O primeiro passo é verificar se a própria Página possui os requisitos de autenticação e se os administradores corretos continuam com acesso.

Empresas também devem manter descrições, domínios, endereços e informações institucionais atualizados. Dados inconsistentes podem dificultar a identificação de associações legítimas.

A área de recursos humanos pode comparar o número de funcionários apresentado pelo LinkedIn com seus registros, respeitando limites de privacidade. O objetivo não é fiscalizar a atividade pessoal dos trabalhadores, mas identificar perfis que usam a marca sem vínculo conhecido.

Também é importante estabelecer um procedimento para denúncias. Funcionários precisam saber a quem comunicar quando receberem mensagens suspeitas de alguém que se apresenta como colega, recrutador ou representante da empresa.

LinkedIn testa feed dividido entre For You e Network

Outra mudança observada na plataforma é o teste de um feed dividido em duas áreas. A aba For You apresenta conteúdos que o LinkedIn considera relevantes para o usuário com base em interesses, perfil, atividade e comportamento profissional.

Nessa área, podem aparecer publicações de pessoas que o membro não segue e com quem não possui conexão. O objetivo é ampliar a descoberta de especialistas, assuntos e ideias fora da rede já formada.

A aba Network concentra publicações de conexões, pessoas seguidas e Páginas acompanhadas. Ela oferece um caminho mais direto para quem deseja priorizar conteúdos de fontes que escolheu anteriormente.

Até o momento, a divisão deve ser tratada como teste, não como uma mudança disponível para toda a base. Usuários em diferentes países e dispositivos podem não encontrar as duas abas. A organização visual e os critérios de distribuição também podem ser alterados.

O LinkedIn já havia experimentado um feed dedicado à rede em 2025. A retomada do formato não garante sua adoção definitiva.

For You pode ampliar a descoberta de especialistas

A separação entre descoberta e rede aproxima o LinkedIn de uma lógica adotada por outras plataformas. Em vez de limitar a distribuição ao conjunto de conexões de quem publica, o sistema pode apresentar um conteúdo a pessoas que demonstraram interesse em determinado assunto.

Para profissionais com redes menores, essa lógica pode ampliar a possibilidade de alcançar leitores qualificados. Um especialista pode ter seu conteúdo recomendado a pessoas do mesmo setor mesmo sem uma conexão anterior.

O potencial de distribuição fora da rede não elimina a importância das conexões. O histórico profissional, as relações formadas e os sinais de credibilidade continuam ajudando o LinkedIn a interpretar quem está falando e para qual público determinado conteúdo pode ser relevante.

Para marcas, a mudança reforça a necessidade de publicar conteúdos com assunto claro. Se o sistema precisar identificar o tema e relacioná-lo aos interesses de outros usuários, textos genéricos ou desconectados do posicionamento da Página podem ter mais dificuldade para encontrar o público adequado.

A aba Network não significa ordem cronológica

A existência de um feed dedicado à rede não permite concluir que todos os posts aparecerão em ordem cronológica. O LinkedIn pode continuar utilizando modelos de classificação para decidir quais conteúdos serão exibidos primeiro.

Network indica principalmente a origem das publicações, formada por conexões e perfis acompanhados. A ordem interna poderá continuar baseada em relevância, histórico de interação e previsão de interesse.

Também não está definido como a divisão afetará o alcance orgânico. Se a maioria dos usuários permanecer em For You, a aba Network poderá receber menos atenção. Se os membros utilizarem frequentemente a área dedicada às conexões, conteúdos de profissionais conhecidos poderão ganhar uma nova oportunidade de visualização.

Durante a fase de testes, conclusões amplas devem ser evitadas. O comportamento precisa ser acompanhado por meio de dados reais de cada perfil ou Página.

Comentários passam a ser classificados por relevância

O LinkedIn também mudou a forma como organiza comentários. As respostas podem ser exibidas com base na relevância estimada para cada leitor, e não apenas pelo horário de publicação.

O sistema considera sinais como interesses profissionais, conexões, histórico de engajamento e relação entre o leitor e quem comentou. Com isso, duas pessoas podem abrir a mesma publicação e encontrar comentários em ordens diferentes.

A atualização ganhou destaque em setembro, mas foi relatada anteriormente, em agosto. Portanto, não deve ser apresentada como uma alteração lançada originalmente no fim de setembro.

A plataforma procura destacar respostas que acrescentem conhecimento, contexto ou experiência profissional. A mudança também tenta reduzir a vantagem de comentários publicados rapidamente apenas para conquistar visibilidade.

O horário ainda pode ter alguma influência, especialmente porque comentários recentes precisam receber sinais antes de serem avaliados. No entanto, chegar primeiro deixa de ser o principal critério de exposição.

Comentários úteis podem gerar mais visibilidade

Para profissionais e marcas, os comentários passam a exigir uma estratégia baseada em qualidade. Respostas curtas e genéricas podem ter menos capacidade de permanecer nas primeiras posições.

Um comentário útil pode apresentar uma experiência relacionada, acrescentar um dado, esclarecer uma dúvida ou oferecer um ponto de vista profissional fundamentado. O objetivo não deve ser apenas aparecer, mas contribuir para a conversa.

A mudança também está relacionada à tentativa do LinkedIn de reduzir comentários automatizados, grupos de engajamento coordenado e respostas produzidas em grande volume por inteligência artificial.

A plataforma informou anteriormente que passou a permitir denúncias de conteúdo considerado repetitivo ou produzido de maneira automatizada sem valor aparente. A classificação por relevância atua em conjunto com essas medidas.

Para executivos que representam empresas, os comentários podem se tornar uma extensão da estratégia editorial. Uma contribuição bem elaborada em uma publicação relevante pode alcançar profissionais que ainda não acompanham o perfil do autor.

Marketing API 202609 recebe novos filtros

A versão 202609 da Marketing API trouxe mudanças destinadas principalmente a empresas que utilizam ferramentas integradas, plataformas de publicidade, sistemas de análise ou soluções próprias de automação.

A Company Intelligence API passou a aceitar filtros por grupo de campanha, tipo de objetivo e senioridade dos membros, além do filtro por campanha que já existia.

Há limitações técnicas importantes. Apenas um dos filtros pode ser usado por vez. O filtro de senioridade funciona somente com uma janela de análise dos últimos 90 dias e não pode ser combinado com campanha, grupo de campanha ou tipo de objetivo.

Quando são utilizados filtros de campanha, grupo de campanha ou objetivo, as métricas orgânicas aparecem com valor zero. Isso ocorre porque a solicitação fica concentrada na atividade publicitária relacionada ao filtro escolhido.

DMA representa agrupamento de relatório, não necessariamente segmentação

A Ads Reporting API passou a aceitar um novo agrupamento por Designated Market Area, conhecido como DMA. A classificação é usada principalmente nos Estados Unidos para organizar mercados de mídia definidos pela Nielsen.

A mudança permite solicitar relatórios divididos por essas áreas. Tecnicamente, trata-se de um novo campo de agrupamento na análise dos anúncios.

Por isso, a novidade não deve ser descrita simplesmente como uma nova segmentação de campanhas por DMA. A documentação consultada confirma o agrupamento dos relatórios, mas não estabelece, nesse ponto específico, uma nova opção universal de direcionamento.

As ferramentas que exibirem os nomes dessas áreas também deverão apresentar a indicação de que DMA é uma marca registrada da Nielsen.

Correspondência por nome recebe opção de hash

A Conversions API passou a aceitar os campos opcionais de nome e sobrenome convertidos por hash SHA 256.

O hash transforma o dado em uma sequência padronizada antes do envio. O objetivo é permitir a correspondência de eventos sem transmitir o nome no formato comum. Antes da conversão, os valores precisam ser normalizados, com letras minúsculas, remoção de espaços e sinais de pontuação e codificação adequada de caracteres especiais.

O recurso não torna o tratamento de dados automaticamente anônimo ou dispensado de regras de privacidade. Informações convertidas por hash ainda podem estar sujeitas à legislação de proteção de dados quando forem utilizadas para identificar ou associar pessoas.

Empresas brasileiras devem avaliar base legal, transparência e segurança ao enviar informações para fins de medição publicitária.

Janela de atribuição passa a aceitar 180 dias

A API também passou a aceitar uma janela de atribuição de 180 dias em determinadas conversões. A opção pode ser usada para eventos como compra, envio de candidatura, adição ao carrinho e diferentes classificações de leads.

A janela de atribuição representa o período no qual uma conversão pode ser relacionada a uma visualização ou clique anterior no anúncio. Uma janela de 180 dias pode ser relevante para negócios com ciclos comerciais longos, como serviços empresariais, educação, imóveis ou vendas complexas.

A opção não está limitada exclusivamente à versão 202609. Segundo a documentação, o valor de 180 dias foi disponibilizado em todas as versões ativas da API para os tipos de conversão indicados.

Uma janela maior pode registrar mais conversões relacionadas às campanhas, mas exige cuidado na interpretação. Quanto maior o intervalo, maior a possibilidade de outros contatos influenciarem a decisão do usuário.

LinkedIn restringe acesso gratuito ao SSI

Outra mudança sentida por profissionais foi o encerramento do acesso à página pública do Social Selling Index para contas sem uma licença compatível do Sales Navigator.

O SSI apresenta uma pontuação de zero a cem baseada em quatro áreas: construção da marca profissional, localização das pessoas certas, interação com informações relevantes e desenvolvimento de relacionamentos.

Durante anos, a página podia ser consultada gratuitamente por usuários comuns. Em 2026, muitos membros passaram a receber mensagens informando que não possuíam acesso. O LinkedIn também passou a apresentar o SSI como parte do ecossistema do Sales Navigator e afirma que o indicador está evoluindo diante das novas ferramentas de vendas baseadas em inteligência artificial.

A mudança não significa que profissionais sem Sales Navigator perderam todas as formas de analisar sua presença. Visualizações de perfil, alcance, impressões, crescimento da rede, mensagens recebidas e qualidade das interações continuam oferecendo sinais relevantes.

O SSI sempre foi um indicador de atividade e comportamento dentro da plataforma. Uma pontuação elevada não garantia vendas, contratos ou oportunidades profissionais. Sua retirada do acesso gratuito pode incomodar quem acompanhava a evolução do número, mas também reforça a necessidade de relacionar métricas a resultados concretos.

O que muda para profissionais e empresas

As atualizações de setembro de 2026 mostram que o LinkedIn está concentrando esforços em confiança, relevância e controle das associações profissionais.

A verificação feita por colegas pode acrescentar credibilidade aos perfis, mas não substitui processos formais de checagem. Para empresas, as ferramentas contra contas impostoras oferecem uma forma de proteger a marca e reduzir associações falsas.

O feed dividido entre For You e Network permanece em fase de teste. Marcas não devem alterar toda a estratégia com base em uma experiência ainda limitada. O caminho mais seguro é acompanhar a origem do alcance e produzir conteúdos com especialização clara.

O novo ranking dos comentários aumenta a importância de respostas úteis e relacionadas ao contexto profissional. Já as mudanças da Marketing API ampliam as possibilidades de análise e integração, mas possuem regras técnicas que precisam ser respeitadas.

Por fim, a restrição do SSI ao ambiente do Sales Navigator reforça uma tendência de concentrar ferramentas comerciais avançadas em produtos pagos. Para quem não pretende contratar a licença, o acompanhamento pode continuar por meio das métricas de perfil, conteúdo, relacionamento e geração de oportunidades.

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